SONHO DE SER MÉDICO, UM SONHO DE CRIANÇA

Perguntar a qualquer criança sobre quais seus planos profissionais para o futuro envolve reflexão e muita complexidade para se ter esta resposta, assim como é também para uma pessoa adulta, entretanto se você simplificar esta mesma indagação, dizendo, - o que você vai ser quando crescer? O adulto ainda pode se complicar, mas a criança terá a resposta com muita propriedade e de queima bucha, - vou ser jogador de futebol, ou soldado, corpo de bombeiros, astronauta, piloto de avião, até uma coisa tipo homem aranha poderá ouvir. Mas a medida que os anos vão passando, a criança tende sofrer influências das pessoas que a cerca, tais como pais, avós, tios, e vizinhos, e sua opção profissional passa a ter como fonte as observações, o que dará à resposta um caráter mais realista. Entretanto chegará o momento em que sua responsabilidade lhe cobrará uma decisão mais definitiva, a qual será a porta, chamada vestibular, que lhe abrirá a dimensão profissional que tende ser a base para todo o seu futuro.

Luciano não foi diferente, desde criança quando ia de avião com o vô Orlando para fazenda, fazia questão de ir na posição do co-piloto para poder ir segurando o manche e fazer perguntas ao piloto, e sempre voltava da viagem, dizia que queria ser piloto quando crescesse, o que o faz até hoje ele ser chamado carinhosamente pelo Comte. Gener Maia de “meu co-piloto preferido”. Os anos se passaram, e ele entendeu que podia sim, ser piloto, mas nada profissional, e completava, pilotarei meu próprio avião quando for para fazenda, e assim mudou sua futura profissão para fazendeiro. Isso agradava seu avô, porque ele dizia, muito bem Luciano, precisamos de homens nesta família para cuidas das fazendas. Quando aos 8 anos o destino derrepente lhe colocou diante de um osteosarcoma, um câncer, sua rotina de vida foi totalmente alterada, e ele começou a conviver em ambiente e com pessoas, que a princípio pôde lhe ter causado medo e dor, mas logo ele entendeu que tudo aquilo, e todos aqueles estavam ao seu lado unicamente para lhe aliviar as dores, angústias, e principalmente para lhe ajudar na sua cura, o que para ele significava se livrar de tudo aquilo que agressivamente lhe tirou o direito que tinha de brincar, ir a escola, e outras atividades que seus coleguinhas faziam. Esta experiência por mais dolorosa que pôde ter sido, e que aos olhos de muitos deveria ter sido esquecida, para Luciano foi um pouco diferente, as coisas ruins ele, sim, não fazia questão de lembrar, mas as boas, ficaram na lembrança, foram contempladas, e mais uma vez ele mudou seus planos para o futuro, e daí dizia: - “quando crescer vou ser um médico, um oncologista especialista em pediatria”.


E ele apesar da tão pouca idade nos emocionava com sua voz ainda infantil, mas com muita maturidade conquistada a custa da dor, complementava dizendo, “quero fazer pelas pessoas o que fizeram por mim”. Os anos se seguiram, ele, com sua idéia fixa em ser médico, e como se não bastasse, aos dez anos foi surpreendido por outro tumor, desta vez atingindo três vértebras da coluna lombar, o qual já afetava a força e movimento das pernas, esta situação, além de ter trazido mais sofrimento, que não é o foco neste momento, proporcionou mais convivência com o ambiente médico-hospitalar, e como ele sempre olhou para as situações por um lado positivo, reforçou ainda mais seu sonho de criança em ser médico. No meio de toda esta situação, ouvimos de tudo, de asneiras, a palavras importantes para nosso crescimento, vindas de todos, do mais humilde, e também dos mais esclarecidos. Dentre o muito que ouvi, uma coisa gravei: “olha câncer é como uma guerra, o soldado quando volta da batalha, ou ele vem morto, ou neurótico, ou mutilado, e com uma criança as questões emocionais se intensificam muito sendo este cuidado de responsabilidade dos pais”. Contudo e contrariando este dito, nada do que Luciano passou o abalou, ele voltou vivo, mutilado sim, por conta do osteosarcoma, uma perna mais curta 8,5 cm que a outra e com uma diminuição de 30% da massa muscular, pelo tumor da coluna, hérni”as” de disco, bico de papagaio, e escoliose, mas neurótico, de maneira nenhuma. O que aconteceu foi o contrário, porque através do amadurecimento, nele foi despertado para uma grande vontade de viver, desenvolvendo dentro de si um mecanismo não só de auto-afirmação, mas também que podia através de sua superação mostrar aos outros, que as limitações que todos temos em algum ponto, podem ser ilimitadas buscando maximizar outra, e assim ele buscou forças em sua vontade própria para desenvolver fisicamente o que lhe mais foi sacrificado, e se tornou um triatleta. Sua paixão e dedicação por este esporte lhe renderam críticas vindas de pessoas próximas, que diziam que ele estava se preocupando muito com uma coisa sem grandes importâncias, dado a sua maturidade ele não deixava nada disto o abalar, e com seu bom humor brincava, essas palavras vem de “invejosos, e barrigudos mordidos pelo mosquito do sono”, e dizia ainda que isto não afetaria seu futuro acadêmico e profissional.

Neste meio tempo, Luciano vivia aquela conhecida fase de conflitos internos e peculiar à idade, em que saía da adolescência para um início de amadurecimento adulto, tendo naquele momento inclusive de escolher o caminho profissional a seguir. Por julgar uma atitude de respeito e responsabilidades perante a família, aos 17 anos, definiu que iria fazer o curso de administração de empresas, para no futuro trabalhar nos negócios da família.

Entretanto aos 18 anos, já cursando a faculdade de administração, e bem ativo na prática do triathlon, mais uma vez se viu súbitamente atropelado pelo que vinha a ser mais um câncer, desta vez um osteosarcoma parostal na costela, o que o forçou suspender todos os seus planos e projetos, para lutar contra a dor e efeitos do tratamento médico contra a doença, voltando também novamente para a angustiante rotina hospitalar. Entretanto Deus agraciou Luciano com a cura de mais um câncer, o que o fez reviver seu desejo de se tornar um médico.

Enquanto Luciano cursava administração de empresas, ele sempre procurou ao mesmo tempo diversificar seus conhecimentos na área, através da vivência no trabalho em diferentes áreas nos negócios da família, participou de cursos extra-curriculares, foi até à Bolsa de Valores e Mercadorias Futuras de São Paulo fazer um curso para em seguida estagiar em uma empresa de investimentos em mercados de capital, enfim, tudo indicava que estava gostando do curso. Contudo não era isto que estava acontecendo, porque em julho de 2008, momento em que ele iria se matricular para o último semestre do curso, faltando basicamente a monografia para se formar, Luciano veio até mim pedindo que eu não ficasse bravo, e completou dizendo que queria trancar sua matrícula, e estudar durante o próximo semestre para então prestar vestibular para medicina. Me assustei muito, mas ouvi tudo atentamente, não fiquei de maneira nenhuma bravo, simplesmente procurei entender melhor o que o levava tomar uma atitude daquela, e para qual propósito. Lembro como se fosse agora ele dizer, “pai tenta entender e confia em mim”, e continuou, “o senhor sabe muito bem que nunca fui feliz com este curso, os professores sempre faltando às aulas, quando as aulas eram dadas pouco ou nada era acrescentado,... já aprendi muito mais sobre administração com o senhor do que na faculdade, ...” . E ele complementou, - “pai, o senhor sabe que eu queria mesmo desde criança era fazer medicina, errei em me deixar influenciar por outras opiniões, mas hoje tenho maturidade suficiente para saber com certeza que quero ser médico, e para isto preciso de sua ajuda em permitir que eu tranque a matrícula do curso de administração, para que eu possa estudar em um cursinho’”. Eu perguntei se ele tinha noção o que era um vestibular de medicina, e por estar sem contato com as matérias escolares há quatro anos, seria muito difícil concorrer uma vaga com um pré-vestibulando que vem se preparando a três anos. Ele respondeu dizendo: “pai me dá uma chance, paga o cursinho para mim, que conseguirei aprovação”, mas mesmo para entrar no cursinho, ele teria que se submeter a um exame seletivo, o qual já seria uma barreira, entretanto ele foi aprovado e iniciou o curso pré-vestibulando para medicina. Neste período ele se afastou do esporte para que pudesse ter mais tempo para estudar. Chegou o mês de novembro, e aí se iniciava as provas de vestibulares nos diversos locais em que ele iria prestar o concurso. Esta época coincidiu de ser um período em que havia um surto de dengue em Goiânia, e o Luciano coincidentemente, estava tendo picos de febre, mal estar, e fraqueza. Era unânime a sugestão de muitos dizer que Luciano estava com uma “vestibulite”, ou seja, uma palavra inventada para descrever um aluno com estresse por conta do excesso de estudo, em época de provas. Me lembro que quando ele foi até a cidade de Araguari para prestar um de seus vestibulares, ele passou mal, e os familiares da Bruna que lá moram e o recebia em casa, se preocuparam com ele, chegando a me ligar, entretanto ele prestou as provas. Dias depois, quando foi até Anápolis para as provas na Unievangêlica, na caminhada do carro até o prédio, ele teve de parar duas vezes por se sentir mal, entretanto ele também prestou as provas. Neste meio tempo, os diagnósticos leigos de dengue ou vestibulite, foram dando espaço para hemogramas que mostravam alterações nas plaquetas e na série branca, o que o levou a uma consulta com o infectologista, e pelas alterações do hemograma, ele pediu que fizesse um mielograma, isto porque já se podia ver blastos no sangue.

Oba!!! O resultado do vestibular saiu e ele passou, a alegria tomou conta de todos nós, e nem deu para comemorar, porque fomos em seguida para São Paulo para uma consulta com seu oncologista, e lá após o mielograma, tivemos o resultado que ele estava com leucemia mielóide aguda, que no caso dele era uma doença secundária, e causada pelos tratamentos quimioterápicos que havia se submetido no decorrer de sua vida. Parece até que por ironia do destino, ao ser aprovado no vestibular, ele se recusou a ter seu cabelo raspado pelo tradicional trote a calouros, mas as circunstancias o fez perder os cabelos por conseqüência de mais um tratamento de quimioterapia que tivera que submeter.

No pacote que o Luciano recebeu, coincidentemente em época natalina, encontrava além do resultado de que estava com leucemia, o planejamento do duro tratamento que deveria enfrentar juntamente com seu efeitos colaterais, além de tomar conhecimento sobre os riscos que a doença lhe impunha. Mas o que mais lhe tocou fundo foi a questão de mais uma vez ele ter que cancelar seus planos, que naquele momento seria frustrar aquele que seria o tão desejado de toda sua vida, sofrido pela dificuldade que todos sabem como é um vestibular do curso de medicina, e recém comemorado sonho de se tornar um médico.

A maneira com que o Luciano sempre encarou e enfrentou todos os seus embates me faz acreditar que ele já nasceu com o espírito de um atleta, porque um verdadeiro esportista sempre compete almejando a vitória, e mesmo quando em uma prova se vê diante um fator inesperado, desconsidera probabilidade de derrota, e segue com garra participando até o fim. Luciano sempre enfrentou várias interrupções em sua vida através de sua saúde física, mas sabia lidar como ninguém com estas decepções, não permitindo que aquela situação interferisse em sua felicidade como um todo. Isto me faz lembrar da frase, “o ruim não é se decepcionar, o ruim mesmo, é se acostumar com as decepções”, e quem o conhecia podia comprovar como ele via tudo isto.

O semestre foi intenso, de dezembro ao mês de março, Luciano se submeteu a quatro ciclos de quimioterapia, chama de ciclo de remissão e consolidação, e em abril fomos para o MD Anderson em Hosuton, Texas para o ciclo de condicionamento, e posteriormente o transplante de medula. Retornamos ao Brasil em Julho, tendo que ficar em São Paulo até o mês de setembro, quando então voltamos definitivamente para casa. Enfim, me ocupo descrevendo tudo isto para ilustrar quanta coisa aconteceu neste período e assim imaginar o quão intenso foi o sofrimento e angústia do Luciano, mas por outro lado o que se presenciava, era uma pessoa cheio de vida, bravura e determinação na luta em busca da cura, o que para ele seria a Vitória. Essa postura era uma característica própria de uma pessoa que não se atava a decepções, e sim se movia a projetos positivos, o que naquele momento era a conquista de uma vaga na faculdade de medicina.

Neste ano de 2009, em que era para o Luciano iniciar seu curso na faculdade, mas que fôra impedido pelas amarras da doença e tratamento, ele não se conformou em ficar parado, tratou de iniciar suas investidas na carreira, instalou aplicativos em seu computador e iTouch, os quais o conectava via internet com assuntos médicos, adquiriu todos os livros adotados para aquele semestre, e os liam em busca de conhecimento, e sempre que tinha uma oportunidade discutia algum dos assuntos com os médicos, “colegas de medicina”. Sentindo muito orgulhoso, e com toda razão, ele se apresentava a todos como um aluno de medicina, que apesar de estar impossibilitado de ir a faculdade, já antecipava seus estudos como um auto-didata. E por estar vivendo 24 horas por dia em ambiente hospitalar, buscava a todo tempo informações ligadas a saúde, e abria um canal de relacionamento pessoal invejável a qualquer profissional da área, isto, seja no Hospital Israelita Albert Einstein, local onde ele tinha conhecimento desde com o maqueiro, a até o seu presidente, assim como em Houston, Texas, no MD Anderson, o maior centro de pesquisa de câncer do mundo, estrutura com mais de 17.000 funcionários, pasmem, com três meses de convivência, ele já contava com acesso técnico-científico da biblioteca, a médicos.

Em setembro, quando de volta a Goiânia, quando passados quatro meses do transplante, ele foi impedido de freqüentar a faculdade, mesmo que como ouvinte, que seria o que no mínimo ele queria. O problema é que o paciente pós-transplantado de medula fica vulnerável a todas as doenças dado a imunidade ser muito baixa, porque mesmo considerando que a medula já produzia sangue normalmente, a pessoa perde toda sua memória imunológica, e sua reconstrução depende de tempo, as vacinas que podem ser aplicadas, somente podem ser feitas após um ano do procedimento, e também pelo processo de rejeição que no caso deve ser controlado com imunosupressores. Mais uma vez ele se conformou, tratou de se preparar para iniciar formalmente seus estudos no próximo semestre.

Após um ano muito “complicado”, decidimos em família fazer uma viagem de merecidos descanso e lazer para os Estados Unidos, também aproveitaríamos para ir até Houston onde o Luciano deveria voltar para uma revisão médica. A viagem de lazer não poderia ter sido melhor, foram momentos de comunhão familiar com muita alegria e diversão, entretanto nossa ida para Houston, custou ao Luciano a notícia de que a leucemia havia recidivada. O susto e a decepção não poderiam ter sido maior, visto que ele nem bem havia se recuperado das penosas consequências do recente transplante, e teria de imediato retomar o tratamento. Dentre muitas perguntas que foram feitas a cerca do prognóstico da doença e tratamento, a mais importante por incrível que parece foi sobre como ficaria a questão da faculdade. O médico disse que tratamento que ele prescreveria naquele momento seria uma droga que a princípio não o impediria de ir às aulas. Mais uma vez ficou claro que o alvo almejado pelo Luciano, no caso o tão sonhado desejo de se tornar médico, se fez mais importante do que a decepção que havia acabado de sofrer. Isto foi mais uma vez prova de sua capacidade de sempre que diante de um problema, nunca ficar remoendo a respectiva situação, mas sim viver a solução que lhe é disponível, e ao mesmo tempo introjetar a busca de um projeto que lhe produza energia e motivação.

Os efeitos colaterais da quimioterapia que o Luciano tomava eram intensos, causando febre, fraqueza, insônia, náusea, enfim um mal estar geral, sem dizer das ansiedades e incertezas que carregava consigo. Sua medula funcionava de maneira deficitária, fazendo com que ele tivesse que receber transfusão de sangue e plaquetas quase que diariamente. Entretanto, a vontade e prazer que ele tinha em ir às aulas e aprender aquilo que mais desejava, superavam tudo que sentia e que estava acontecendo. A metodologia do curso que ele fazia, chamado de PBL (Problem-Based Learning) ou Aprendizado Baseado em Problemas, veio a calhar com seu jeito dinâmico de ser, porque o colocava já no primeiro momento com a mão na massa, e por ser bastante centrado no aluno, fazia com que ele saísse do papel de passivo, para o de principal responsável por seu aprendizado, ou seja, os professores atuam como tutores ou facilitadores, e ele já parecia um doutor de jaleco branquinho e tudo mais. Toda a vivência que o Luciano tivera com experiências próprias ligadas à saúde lhe foi muito importante para este pouco tempo de estudo, mas que para ele significou todo um sonho de vida.

No final do primeiro semestre, quando o Luciano se viu diante do descontrole total da leucemia, e lhe foi colocado um novo transplante com sendo a única solução capaz de lhe socorrer, esta situação lhe causou o maior impacto emocional que jamais vivemos ao lado dele, porque além de já ter experimentado um transplante, ele havia acumulado neste período muito conhecimento científico sobre sua situação. Mais uma vez ele se viu diante de uma decepção, que no caso seria interromper o curso de medicina o qual havia recentemente iniciado. Esta situação fez com que Luciano acionasse seu mecanismo de defesa, que era desviar seu olhar para um projeto futuro que lhe motivasse. O convívio com a faculdade e colegas era algo que lhe proporcionava muito prazer e realização, contudo como ele seria impossibilitado novamente de frequentar as aulas, tratou imediatamente de trabalhar em um projeto que seria a criação de uma liga de hematologia. Para tanto, lançou mão de seus conhecimento e relacionamentos para traçar o respectivo plano, e após alguns contatos com um hematologista de Goiânia, o qual se prontificou em o ajudar, acertou também o apoio da equipe de hematologia e transplante de medula óssea do Einstein, fechando assim como seria seu plano de ação.

Nestes 60 dias em que Luciano esteve internado, suas manifestações de conhecimento médico-científico impressionavam a todos com quem tinha contato, os termos médicos, a colaboração em seus próprios diagnósticos, discussão sobre casos médicos, tudo isto fazia parte de sua rotina diária sempre quando em contato com um médico ou enfermeiro. Mesmo quando já sedado na UTI, os que o já conhecia o tratava de colega, e os demais perguntavam, este que o famoso futuro médico?

Luciano nos deixou sem realizar seu sonho de ser um médico, nos restando somente concordar crendo que existia por parte de Deus, um plano maior para ele, o qual não esta ao alcance de nossos entendimentos. Não foi necessário anos e anos de estudos na faculdade, plantões em hospitais, ou um belo consultório de atendimento, o prazer e orgulho que lhe foi proporcionado por ter sido aprovado no vestibular e posteriormente iniciar o curso, foi a última grande realização de vida do Luciano, e que para nós, valeu a pena o ver de jalequinho branco.... lindo!!!

Por final, a grande importância na realização do sonho do Luciano de ser médico, foi completada por todos aqueles que estiveram ao seu lado no dia-a-dia da faculdade. Portanto, elevo por ele o agradecimento a Deus todos os professores, diretores, e funcionários de maneira geral, mas em especial a cada colega que além da amizade e carinho, transmitiu a ele solidariedade em seus momentos difíceis, .. nosso eterno amor por Fernanda, Marcus, Sônia, Lorena, Letícia, Karla Camargo, Raysa, Heloá, Fê Margonari, Annelyse, Sandro, Camila Prudente, Bruninha Arrais, Carol Monteiro, Ana Paula, Isadora, Isa, Mariana Miranda, Fanny, Bruna L., Camila Borba, Paulo Henrique, Fabíola, Pedro Perillo, Thaísa, Ariane, Marília, Fabianna, Cejana, Isadora Abrão, Giovana, Gabriel, Izadora Arrais, Carol, enfim e outros que não me recordo,mas que fazem parte da Turma X da Medicina da PUC-GO , a Turma TranXtorno!